quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ciança obesa, adolescente infeliz, adulto doente




Tempos atrás a preocupação com a saúde de nossas crianças não contemplava a gordura corporal, ou o excesso dela, não era raro ouvir falar de casos de desnutrição e a obesidade infantil nunca foi considerada problema sério, pelo contrário, uma criança gordinha era sinônimo de saúde.
Frases do tipo: “quando entrar na adolescência ele emagrece”, já não fazem mais sentido. O estilo de vida dos pais, a grande oferta de alimentos industrializados com alto valor calórico, as horas diante do computador e da televisão e a ausência de atividades físicas, fazem com que cada vez mais a criança obesa de hoje se torne o adolescente obeso de amanhã. O excesso de peso na adolescência via de regra vem acompanhado de problemas de relacionamento, exclusão do grupo de amigos e apelidos na escola, situações que induzem esse jovem á atividades cada vez mais individualizadas e sedentárias, como o uso exagerado do computador, que não requer quase nenhuma aptidão física, diante da máquina ele não está exposto ás gozações e não fica em situação embaraçosa por não ter a mesma destreza e agilidade dos demais. O ritmo normal de crescimento e desenvolvimento do ser humano atual está sendo modificado por fatores externos muito pouco salutares.
Estudos recentes apontam que uma criança obesa tem muita possibilidade de se tornar um adolescente obeso, o mesmo se aplica ao passar da adolescência para a idade adulta. Sabemos que a obesidade deixa “portas” abertas para várias doenças e quanto mais cedo ela se instala, maiores são os danos provocados pelas afecções associadas.
Por exemplo: uma criança obesa aos dez anos de idade, que por conta desse excesso de gordura corporal é acometida por elevadas taxas do LDL-colesterol, quando chegar aos quarenta anos já terá sofrido os efeitos maléficos do colesterol alto por três décadas, isso é muito preocupante, pois sérios comprometimentos, principalmente a nível cárdio-vascular, com certeza já existirão, a possibilidade de um enfarte aos quarenta se torna real décadas antes do que acontecia no passado.
Mudança no estilo de vida envolvendo uma reeducação alimentar e a prática de atividades físicas certamente é a melhor combinação para que se evite que a criança obesa passe a ser o adolescente infeliz e posteriormente o adulto doente.

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